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Marina Lattuca nasceu no Rio de Janeiro e se utiliza de escrita, pintura, desenho e costura para o desenvolvimento de arquétipos e mitologias próprias. A artista é formada em Jornalismo pela PUC-RJ, foi aluna da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e atualmente está em residência na Despina. Em 2021, seu conto "Morte ou a iminência do que está prestes a parar de existir" foi selecionado e publicado na coletânea do Prêmio Off Flip. Dentro de sua prática, se dedica a escrever imagens e desenhar textos. Em uma espécie de autopoiesis, sua pesquisa se concentra na invenção e releitura de novas mitologias e misticismos, tendo como objeto de experimento seu próprio corpo e memórias. Seu processo, de certa forma arqueológico, busca estratificar diferentes camadas anímicas, investigando uma a uma.

Mensageiros do Absurdo são esculturas-mutantes, de certa forma fantásticas/mágicas, que fazem parte de uma investigação da artista sobre novas mitologias. No gesto da escrita autobiográfica, igualmente primitivo e contemporâneo, a artista traça uma narrativa que se torce e deforma para ser, mais do que um código, imagem. Essa escrita autobiográfica transita entre novas definições poéticas para coisas antigas, dissolvendo dicotomias e ideias binárias relacionadas à morte e à vida, à feiura e à beleza. Em cada Mensageiro, se inscrevem textos com ideias absurdas: "nada que é mentira vive nesse mundo”, "tudo que é verdade sobrevive a esse mundo”. Enxergando na mitologia e na fantasia estratégias de reencantamento do mundo, a artista se utiliza do absurdo como ferramenta de recusa a uma realidade desencantada. Marina Lattuca