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Karim Elwasiaa (20) é artista plástico e estudante carioca de Design pela PUC-Rio. Dialoga através de jornadas que voltam à infância, seguem ao mau religioso universo e acabam no assassinato dos amores que nem começam. Fazendo da solidão um experimento enquanto inseguro preso num quarto, o enjaulado transporta suas experiências à realidade através de contos, performances, sonoros, pinturas, desenhos e instalações.

Inspirado pelo “A lontra” de Walter Benjamin, nasce a Alma na solidão. Na decisão de não estar mais sozinho, recorro à minha alma como companhia e ela gosta tanto da liberdade que foge. A manifestação dela acontece quando vai onde costumo ir e me deixa preso aqui na jaula.

O conto “O Bento enjaulado” é a manifestação dos elementos de censura que se originam na infância e seguem ao presente desse personagem não ficcional. O censurado ama a mãe e gostava de se imaginar como ela, com uma trança grande, sapato de salto alto, no guarda-roupa dela, dentro dele. O pai de Bento sempre o marcou com porrada quando o “gostava” ainda era “gosto” e ação. A jaula desceu, prendeu o menino - agora ama somente garotos bonitos e delícias que sonham em não namorar Bento e Bento namora com todos antes de falar o primeiro “eai blz”, desistiu dos próprios pais depois do 36º divórcio - e tá lá a grade da jaula enferrujada até hoje. Tá tudo conectado de um jeito ou de outro ou do mesmo ou sem jeito. São traumas que afastaram o enjaulado do Amor e dele mesmo. O enjaulando cada vez mais no próprio corpo sem persona e sem alma. Karim Elwasiaa

Caderno de pesquisa das angústias de Bento onde se anotam os castigos do amor e as bençãos das tragédias dos que foram passando e deixando seus rastros, como uma água cabeluda que passa pelo ralo. Um muro de predestinações, foi marcado para ser enjaulado desde cedo.